Estamos vivendo uma época de ruptura em vários segmentos e o resultado disso pode ser muito bom, pois, um acontecimento é só um evento e para ser bom ou ruim, depende do significado que se dar a ele.
Romper algo pode não significar uma descontinuidade e sim uma continuidade melhorada, onde contaremos com as informações dos erros e acertos anteriores, poderemos ajustar rotas e redefinir objetivos e prioridades.
Imagine que você trabalha em uma grande empresa e já está realizando o seu trabalho a oito anos e durante esse período você se tornou um "expert" no que faz. De repente você é convidado a assumir outra missão. E agora?
Ao imaginar isso, talvez você tenha até sentido um frio na barriga, por não saber o que vai acontecer! Um turbilhão de emoções são acionadas no seu sistema límbico, impulsionadas pela emoção mais básica do ser humano chamada de "medo". Tudo bem! Essa emoção é importante e se usada adequadamente vai lhe trazer resultados positivos.
A função do medo em nosso sistema é de proteção e durante muito tempo o homem usou essa emoção, mesmo que de forma inconsciente para sobreviver. Com as rupturas que ao longo da vida o homem foi passando esse medo deixou de proteger e passou a impedir.
Na situação acima narrada, onde você está prestes a enfrentar uma ruptura e assim iniciar o outro ciclo você tem duas opções com relação ao medo.
Deixar que ele o domine e assim fugir da ruptura, ou usa-lo para protegê-lo e fazer as coisas com cuidado, qualidade e foco no resultado novo que se deseja atingir.
Um outro fator importante na hora da ruptura é poder contar com as pessoas a sua volta, conseguir que elas olhem para o fato com essa perspectiva, de uma possibilidade de melhoria geral e assim conseguir o engajamento de todos envolvidos, para assim definirem bem as estratégias e os objetivos a serem perseguidos.
Da próxima vez que estiver diante de uma ruptura, saiba que está nas suas mãos, transformá-la em algo positivo e assim se beneficiar do processo evolutivo das coisas e das oportunidades que a vida lhe oferece.
Pense nisso!
Marcos Mazullo